segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Independência da America Espanhola


O processo de independência da América Espanhola ocorreu em um conjunto de situações experimentadas ao longo do século XVIII. Nesse período observamos a ascensão de um novo conjunto de valores que questionava diretamente o pacto colonial e o autoritarismo das monarquias. O iluminismo defendia a liberdade dos povos e a queda dos regimes políticos que promovessem o privilégio de determinadas classes sociais.

Sem dúvida, a elite letrada da América espanhola inspirou-se no conjunto de idéias iluministas. A grande maioria desses intelectuais era de origem criolla, ou seja, filhos de espanhóis nascidos na América desprovidos de amplos direitos políticos nas grandes instituições do mundo colonial espanhol. Ao estarem politicamente excluídos, enxergavam no iluminismo uma resposta aos entraves legitimados pelo domínio espanhol, ali representado pelos chapetones.

Ao mesmo tempo em que existia toda essa efervescência ideológica em torno do iluminismo e o fim da colonização, a pesada rotina de trabalho dos índios, escravos e mestiços também contribuíram para o processo de independência. As péssimas condições de trabalho e a situação de miséria já havia, antes do processo definitivo de independência, mobilizando setores populares das colônias hispânicas. Dois claros exemplos dessa insatisfação puderam ser observados durante a Rebelião Tupac Amaru (1780/Peru) e o Movimento Comunero (1781/Nova Granada).

No final do século XVIII, ascensão de Napoleão frente o Estado francês e a demanda britânica e norte-americana pela expansão de seus mercados consumidores serão dois pontos cruciais para a independência. A França, pelo descumprimento do Bloqueio Continental, invadiu a Espanha desestabilizando a autoridade do governo sob as colônias. Além disso, Estados Unidos e Inglaterra tinham grandes interesses econômicos a serem alcançados com o fim do monopólio comercial espanhol na região.

É nesse momento, no início do século XIX, que a mobilização ganha seus primeiros contornos. A restauração da autoridade colonial espanhola seria o estopim do levante capitaneado pelos criollos. Contando com o apoio financeiro anglo-americano os criollos convocam as populações coloniais a se rebelarem contra a Espanha. Os dois dos maiores líderes criollos da independência foram Simon Bolívar e José de San Martin. Organizando exércitos pelas porções norte e sul da América, ambos seqüenciaram a proclamação de independência de vários países latino-americanos.

No ano de 1826, com toda América Latina independente, as novas nações reuniram-se no Congresso do Panamá. Nele, Simon Bolívar defendia um amplo projeto de solidariedade e integração político-econômica entre as nações latino-americanas. No entanto, Estados Unidos e Inglaterra se opuseram a esse projeto que ameaçava seus interesses econômicos no continente. Com isso, a América Latina acabou mantendo-se fragmentada.

O desfecho do processo de independência, no entanto, não significou a radical transformação da situação sócio-econômica vivida pelas populações latino-americanas. A dependência econômica em relação às potências capitalistas e a manutenção dos privilégios das elites locais fizeram com que muitos dos problemas da antiga América Hispânica permanecessem presentes ao logo da História latino-americana.

Por Rainer Sousa
Mestre em História
Por Rainer Gonçalves Sousa

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Guerra Fria

Após o término da 2ª Guerra Mundial, vários países ficaram arrasados economicamente, sobressaindo-se mais uma vez os EUA como superpotência Mundial, o que ja havia acontecido após o término da 1ª Guerra Mundial, é fato lembrar que apesar dos EUA terem se envolvido inteiramente na 2ª Guerra Mundial, seu território em nada sofreu com as investidas militares dos países participantes, ou seja, não houve necessidade de reconstrução em nenhum setor Americano, após o término da Guerra EUA e URSS tornaram-se grandes concorrentes (adversários) na disputa pelo domínio na economia mundial, apesar da URSS estar destruída, seu potencial militar era inquestionavelmente superior o que a colocava na "briga" pelo domínio econômico, porém, não se pode dizer que EUA e URSS sejam potências equivalentes, a URSS tinha um potencial militar inquestionável mas sofriam com medo do poder nuclear norte-americano, que por sua vez almejava liquidar o Socialismo; Estas divergências tornam-se o Estopim para o surgimento de um novo conflito, a Guerra Fria, a diferença é que as duas potências em questão utilizavam das propagandas de exaltação da liberdade de expressão, facilidade de consumo e as oportunidades de enriquecimento oferecidas a todos.
Armas nucleares foram desenvolvidas pelas duas potências, várias investidas nucleares de ambos os países foram bem sucedidas, o que causava temor entre ambas, os EUA temendo um avanço tecnológico por parte da URSS estimulou a pesquisa de armas mortíferas.
Neste período a URSS lançou seu primeiro satélite artificial ao espaço, o Sputnik 1 e a 1ª nave espacial Vostok 1 pilotada por Iuri Gagarin, o 1º homem a viajar no espaço, como os Estados Unidos não queriam ficar para trás lançaram em 1969, um astronauta para pisar na Lua.
Com a alegação do Presidente Truman que o papel dos EUA era o de defensor da liberdade do mundo contra o totalitarismo Soviético é que iniciou-se de fato o movimento que ficou conhecido como Guerra Fria.
Os Estados Unidos criaram o Plano Marshall que visava o empréstimo de bilhões de dólares aos países derrotados para a reestruturação dos países europeus, além disto os EUA também ofereceram esta ajuda financeira à URSS que foi recusada por Stálin, com a justificativa de que se eles aceitassem esse empréstimo, tornariam-se dependentes dos Eua, em contrapartida Stalin criou o Pacto de Varsóvia que era uma aliança militar que reunia a URSS e os países da Europa Ocidental, com exceção da Iugoslávia.


CONTEXTUALIZEM O CENÁRIO ECONÔMICO MUNDIAL COM AS REALIDADES IMPOSTAS COM O MOVIMENTO DE GUERRA FRIA.
FMI – FUNDO MONETÁRIO INTERNACIONAL

SABENDO QUE, O QUE GERA O INÍCIO DA GUERRA FRIA É JUSTAMENTE O CONFLITO DE INTERESSE NA LUTA PELA SUPREMACIA ECONÔMICA DO CENÁRIO MUNDIAL.

A CRISE DO EURO AFETA DIRETAMENTE O DÓLAR QUE AFETA TAMBÉM O REAL.


Bons estudos!


Professor Gabriel Spinelli.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Tarefa 3° Ano Ensino Médio - Colégio Patrocínio.

Estabelecer relação das consequências do Imperialismo no Século XIX, com as realidades impostas à partir do processo de industrialização decorrente da 1ª e 2ª Revoluçao Industrial.


Entregar: 07/10/2011

Folha à parte!