domingo, 25 de junho de 2017
quarta-feira, 7 de junho de 2017
Resumo: A Família Real no Brasil
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No início do século XIX, a Europa estava agitada pelas guerras. Inglaterra e França disputavam a liderança no continente europeu.
Em 1806, Napoleão Bonaparte, imperador da França, decretou o Bloqueio Continental, proibindo que qualquer país aliado ou ocupado pelas forças francesas comercializasse com a Inglaterra. O objetivo do bloqueio era arruinar a economia inglesa. Quem não obedecesse, seria invadido pelo exército francês.
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Sem outra alternativa, Portugal aceitou o Bloqueio, mas, continuou comercializando com a Inglaterra. Ao descobrir a trama, Napoleão determinou a invasão de Portugal em novembro de 1807. Sem condições de resistir à invasão francesa, D. João e toda a corte portuguesa fugiram para o Brasil, sob a proteção naval da marinha inglesa. A Inglaterra ofereceu escolta na travessia do Atlântico, mas em troca exigiu a abertura dos portos brasileiros aos navios ingleses.
A corte portuguesa partiu às pressas de Lisboa sob as vaias do povo, em 29 de novembro de 1807. Na comitiva vinha D. João, sua mãe D. Maria I, a princesa Carlota Joaquina; as crianças D. Miguel, D. Maria Teresa, D. Maria Isabel, D. Maria Assunção, D. Ana de Jesus Maria e D. Pedro, o futuro imperador do Brasil e mais cerca de 15 mil pessoas entre nobres, militares, religiosos e funcionários da Coroa. Trazendo tudo o que era possível carregar; móveis, objetos de arte, jóias, louças, livros, arquivos e todo o tesouro real imperial.
Após 54 dias de viagem a esquadra portuguesa chegou ao porto de Salvador na Bahia, em 22 de janeiro de 1808. Lá foram recebidos com festas, onde permaneceram por mais de um mês.
Seis dias após a chegada D. João cumpriu o seu acordo com os ingleses, abrindo os portos brasileiros às nações amigas, isto é, a Inglaterra. Eliminando em parte o monopólio comercial português, que obrigava o Brasil a fazer comércio apenas com Portugal.
Mas o destino da Coroa portuguesa, era a capital da colônia, o Rio de Janeiro, onde D. João e sua comitiva desembarcaram em 8 de março de 1808 e onde foi instalada a sede do governo.
Na chegada ao Rio de Janeiro, a Corte portuguesa foi recebida com uma grande festa: o povo aglomerou-se no porto e nas principais ruas para acompanhar a Família Real em procissão até a Catedral, onde, após uma missa em ação de graças, o rei concedeu o primeiro "beija-mão".
A transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro provocou uma grande transformação na cidade. D. João teve que organizar a estrutura administrativa do governo. Nomeou ministros de Estado, colocou em funcionamento diversas secretarias públicas, instalou tribunais de justiça e criou o Banco do Brasil (1808).
Era preciso acomodar os novos habitantes e tornar a cidade digna de ser a nova sede do Império português. O vice-rei do Brasil, D. Marcos de Noronha e Brito cedeu sua residência, O Palácio dos Governadores, no Lago do Paço, que passou a ser chamado Paço Real, para o rei e sua família e exigiu que os moradores das melhores casas da cidade fizessem o mesmo. Duas mil residências foram requisitadas, pregando-se nas portas o "P.R.", que significava "Príncipe Regente", mas que o povo logo traduziu como "Ponha-se na Rua". Prédios públicos, quartéis, igrejas e conventos também foram ocupados. A cidade passou por uma reforma geral: limpeza de ruas, pinturas nas fachadas dos prédios e apreensão de animais.
As mudanças provocaram o aumento da população na cidade do Rio de Janeiro, que por volta de 1820, somava mais de 100 mil habitantes, entre os quais muitos eram estrangeiros – portugueses, comerciantes ingleses, corpos diplomáticos – ou mesmo resultado do deslocamento da população interna que procurava novas oportunidades na capital.
As construções passaram a seguir os padrões europeus. Novos elementos foram incorporados ao mobiliário; espelhos, bibelôs, biombos, papéis de parede, quadros, instrumentos musicais, relógios de parede.
Com a Abertura dos Portos (1808) e os Tratados de Comércio e Navegação e de Aliança e Amizade (1810) estabelecendo tarifas preferenciais aos produtos ingleses, o comércio cresceu. O porto do Rio de Janeiro aumentou seu movimento que passou de 500 para 1200 embarcações anuais.
A oferta de mercadorias e serviços diversificou-se. A Rua do Ouvidor, no centro do Rio, recebeu o cabeleireiro da Corte, costureiras francesas, lojas elegantes, joalherias e tabacarias. A novidade mais requintada era os chapéus, luvas, leques, flores artificiais, perfumes e sabonetes.
Para a elite, a presença da Corte e o número crescente de comerciantes estrangeiros trouxeram familiaridade com novos produtos e padrões de comportamento em moldes europeus. As mulheres seguindo o estilo francês; usavam vestidos leves e sem armações, com decotes abertos, cintura alta, deixando aparecer os sapatos de saltos baixos. Enquanto os homens usavam casacas com golas altas enfeitadas por lenços coloridos e gravatas de renda, calções até o joelho e meias. Embora apenas uma pequena parte da população usufruísse desses luxos.
Sem dúvida, a vinda de D. João deu um grande impulso à cultura no Brasil.
Em abril de 1808, foi criado o Arquivo Central, que reunia mapas e cartas geográficas do Brasil e projetos de obras públicas. Em maio, D. João criou a Imprensa Régia e, em setembro, surgiu a Gazeta do Rio de Janeiro. Logo vieram livros didáticos, técnicos e de poesia. Em janeiro de 1810, foi aberta a Biblioteca Real, com 60 mil volumes trazidos de Lisboa.
Criaram-se as Escolas de Cirurgia e Academia de Marinha (1808), a Aula de Comércio e Academia Militar (1810) e a Academia Médico-cirúrgica (1813). A ciência também ganhou com a criação do Observatório Astronômico (1808), do Jardim Botânico (1810) e do Laboratório de Química (1818).
Em 1813, foi inaugurado o Teatro São João (atual João Caetano). Em 1816, a Missão Francesa, composta de pintores, escultores, arquitetos e artesãos, chegaram ao Rio de Janeiro para criar a Imperial Academia e Escola de Belas-Artes. Em 1820, foi a vez da Real Academia de Desenho, Pintura, Escultura e Arquitetura-civil.
A presença de artistas estrangeiros, botânicos, zoólogos, médicos, etnólogos, geógrafos e muitos outros que fizeram viagens e expedições regulares ao Brasil – trouxe informações sobre o que acontecia pelo mundo e também tornou este país conhecido, por meio dos livros e artigos em jornais e revistas que aqueles profissionais publicavam. Foi uma mudança profunda, mas que não alterou os costumes da grande maioria da população carioca, composta de escravos e trabalhadores assalariados.
Com a vitória das nações européias contra Napoleão em 1815, ficou decidido que os reis de países invadidos, pela França deveriam voltar a ocupar seus tronos.
D. João e sua corte não queriam retornar ao empobrecido Portugal. Então o Brasil foi elevado à categoria de Reino Unido de Portugal e Algarves (uma região ao sul de Portugal). O Brasil deixava de ser Colônia de Portugal, adquiria autonomia administrativa.
Em 1820, houve em Portugal a Revolução Liberal do Porto, terminando com o Absolutismo e iniciando a Monarquia Constitucional. D. João deixava de ser monarca absoluto e passava a seguir a Constituição do Reino. Dessa forma, a Assembléia Portuguesa exigia o retorno do monarca. O novo governo português desejava recolonizar o Brasil, retirando sua autonomia econômica.
Em 26 de abril de 1821, D. João VI cedendo às pressões, volta a Portugal, deixando seu filho D.Pedro como príncipe regente do Brasil.
Fonte: http://www.historiamais.com/familia_real.htm
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Resumo A ERA VARGAS
ERA VARGAS
A
chamada Revolução de 1930 nada mais teria sido senão um golpe que deslocou do
poder de Estado um setor da oligarquia brasileira, para dar lugar a um outro
setor dessa mesma oligarquia.
Desse
modo, independentemente das origens sociais e das motivações mais imediatas dos
revolucionários, não há dúvida de que a Revolução de 1930 constituiu uma
ruptura no processo histórico brasileiro.
POPULISMO/VARGUISMO
Getúlio
implantou no país um novo estilo político - O POPULISMO - e um modelo econômico
baseado no intervencionismo estatal objetivando desenvolver um capitalismo
industrial nacional (processo de substituição de importações).
Populismo
é um fenômeno típico da América Latina, durante o séc. XX, no momento de
transição para estruturas econômicas mais modernas. Ele significa
"política de massas", ou seja, política que utiliza as massas como
elemento fundamental nas regras do jogo.
Caracteriza-se
pelo contato direto da liderança e o povo. Através dele, Getúlio lutou contra
as oligarquias, manteve o povo sob controle assumindo uma imagem paternalista e
consolidou a indústria dentro de um esquema intervencionista. Não se tratava de
povo no governo, mas de manipulação do povo para benefício do próprio líder
carismático e das elites possuidoras.
Governo provisório (1930-34) - fatos marcantes:
A
Revolução constitucionalista de SP (1932): a pretexto de democratizar e
constitucionalizar o país, os cafeicultores de SP tentaram voltar ao poder.
Foram duramente reprimidos. Vargas, numa atitude claramente populista,
concilia-se com os vencidos: nomeia paulistas para cargos chaves e mantém a
política de valorização do café.
A
constituição de 1934: inspirada
na constituição democrática de Weimar (Alemanha), a 3ª constituição brasileira
foi promulgada com as seguintes características: federalismo, eleições diretas
(a partir de 38 - até lá Vargas seria o presidente) e secretas, voto feminino,
representação classista no congresso e leis sociais (salário mínimo e
legalização dos sindicatos). Apesar dos avanços, ela não tocou na estrutura
agrária e nem regulou as leis sociais o que impedia sua aplicação.
Governo constitucional (1934-37) - fatos marcantes:
A
"intentona" comunista (1935): as contradições sociais aguçadas com o
desenvolvimento industrial fortaleceram o partido comunista. O objetivo do PC
era criar alianças com setores mais progressistas da sociedade por isso criou a
Aliança Nacional Libertadora (ANL) com um programa nacionalista, antifascista e
democrático.
Com a
repressão de Vargas a ANL, os comunistas passaram a preparar uma insurreição
armada. Devido a não participação popular, a intentona terminou em uma
"quartelada" fracassada liderada por Prestes. Os dois anos que se
seguiram foram marcados pelo fechamento político (estado de sítio) que
prenunciava a ditadura que se iniciaria em 1937.
O plano
COHEN: Em
determinado momento, o governo anunciou ter descoberto um plano comunista
subversivo e o utilizou para dar o golpe de estado em 1937 cancelando as
eleições de 1938. Na verdade, o plano era falso e foi apenas o pretexto para a
ditadura. Iniciava-se o ESTADO NOVO.
O Estado Novo (1937- 45) - fatos marcantes:
A
constituição de 1937 (a "polaca"): outorgada e fascista. Estabelecia
que o presidente teria o poder nas mãos enquanto não se convocasse um
plebiscito para aprová-la (o que não aconteceu).
A
ditadura: os
partidos foram suprimidos, o legislativo suspenso, a censura estabelecida pelo
departamento de imprensa e propaganda (DIP), centralizaram-se as funções
administrativas através do departamento de administração do serviço público
(DASP), as liberdades civis deixaram de existir.
A
economia: aprofundamento
da industrialização através do processo de substituição de importações nos
setores de bens de consumo não duráveis (tecidos e alimentos) e,
principalmente, dos bens intermediários (metalurgia e siderurgia). O estado
arcou com o ônus da industrialização numa demonstração de nacionalismo
econômico: foram criados a vale do rio doce, a siderúrgica nacional e o
conselho nacional de petróleo (nacionalização do refino, não a estatização).
A questão
social: criou-se
o salário mínimo (1940), a consolidação das leis trabalhistas (1943) e os
sindicatos passaram a ser controlados pelo ministério do trabalho. Deixava-se
claro a combinação entre paternalismo estatal e fascismo. O estado passava a
controlar as relações entre capital e trabalho (CORPORATIVISMO).
Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2774/1/ERA-VARGAS-1930-1945/Paacutegina1.html
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