ERA VARGAS
A
chamada Revolução de 1930 nada mais teria sido senão um golpe que deslocou do
poder de Estado um setor da oligarquia brasileira, para dar lugar a um outro
setor dessa mesma oligarquia.
Desse
modo, independentemente das origens sociais e das motivações mais imediatas dos
revolucionários, não há dúvida de que a Revolução de 1930 constituiu uma
ruptura no processo histórico brasileiro.
POPULISMO/VARGUISMO
Getúlio
implantou no país um novo estilo político - O POPULISMO - e um modelo econômico
baseado no intervencionismo estatal objetivando desenvolver um capitalismo
industrial nacional (processo de substituição de importações).
Populismo
é um fenômeno típico da América Latina, durante o séc. XX, no momento de
transição para estruturas econômicas mais modernas. Ele significa
"política de massas", ou seja, política que utiliza as massas como
elemento fundamental nas regras do jogo.
Caracteriza-se
pelo contato direto da liderança e o povo. Através dele, Getúlio lutou contra
as oligarquias, manteve o povo sob controle assumindo uma imagem paternalista e
consolidou a indústria dentro de um esquema intervencionista. Não se tratava de
povo no governo, mas de manipulação do povo para benefício do próprio líder
carismático e das elites possuidoras.
Governo provisório (1930-34) - fatos marcantes:
A
Revolução constitucionalista de SP (1932): a pretexto de democratizar e
constitucionalizar o país, os cafeicultores de SP tentaram voltar ao poder.
Foram duramente reprimidos. Vargas, numa atitude claramente populista,
concilia-se com os vencidos: nomeia paulistas para cargos chaves e mantém a
política de valorização do café.
A
constituição de 1934: inspirada
na constituição democrática de Weimar (Alemanha), a 3ª constituição brasileira
foi promulgada com as seguintes características: federalismo, eleições diretas
(a partir de 38 - até lá Vargas seria o presidente) e secretas, voto feminino,
representação classista no congresso e leis sociais (salário mínimo e
legalização dos sindicatos). Apesar dos avanços, ela não tocou na estrutura
agrária e nem regulou as leis sociais o que impedia sua aplicação.
Governo constitucional (1934-37) - fatos marcantes:
A
"intentona" comunista (1935): as contradições sociais aguçadas com o
desenvolvimento industrial fortaleceram o partido comunista. O objetivo do PC
era criar alianças com setores mais progressistas da sociedade por isso criou a
Aliança Nacional Libertadora (ANL) com um programa nacionalista, antifascista e
democrático.
Com a
repressão de Vargas a ANL, os comunistas passaram a preparar uma insurreição
armada. Devido a não participação popular, a intentona terminou em uma
"quartelada" fracassada liderada por Prestes. Os dois anos que se
seguiram foram marcados pelo fechamento político (estado de sítio) que
prenunciava a ditadura que se iniciaria em 1937.
O plano
COHEN: Em
determinado momento, o governo anunciou ter descoberto um plano comunista
subversivo e o utilizou para dar o golpe de estado em 1937 cancelando as
eleições de 1938. Na verdade, o plano era falso e foi apenas o pretexto para a
ditadura. Iniciava-se o ESTADO NOVO.
O Estado Novo (1937- 45) - fatos marcantes:
A
constituição de 1937 (a "polaca"): outorgada e fascista. Estabelecia
que o presidente teria o poder nas mãos enquanto não se convocasse um
plebiscito para aprová-la (o que não aconteceu).
A
ditadura: os
partidos foram suprimidos, o legislativo suspenso, a censura estabelecida pelo
departamento de imprensa e propaganda (DIP), centralizaram-se as funções
administrativas através do departamento de administração do serviço público
(DASP), as liberdades civis deixaram de existir.
A
economia: aprofundamento
da industrialização através do processo de substituição de importações nos
setores de bens de consumo não duráveis (tecidos e alimentos) e,
principalmente, dos bens intermediários (metalurgia e siderurgia). O estado
arcou com o ônus da industrialização numa demonstração de nacionalismo
econômico: foram criados a vale do rio doce, a siderúrgica nacional e o
conselho nacional de petróleo (nacionalização do refino, não a estatização).
A questão
social: criou-se
o salário mínimo (1940), a consolidação das leis trabalhistas (1943) e os
sindicatos passaram a ser controlados pelo ministério do trabalho. Deixava-se
claro a combinação entre paternalismo estatal e fascismo. O estado passava a
controlar as relações entre capital e trabalho (CORPORATIVISMO).
Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/2774/1/ERA-VARGAS-1930-1945/Paacutegina1.html
Nenhum comentário:
Postar um comentário