Podemos definir a Revolução Francesa como um movimento de transição do regime Feudal para o Capitalismo, liderado pela burguesia com a participação de diversas camadas da sociedade.
Para entender o processo revolucionário francês é necessário entender como funcionava e como passou a funcionar a organização social.
A sociedade era dividida em três estados onde no 1º estado se encontravam os membros do alto-clero e pelo baixo-clero cada qual com seu destaque diferenciado principalmente pelos cargos ao qual faziam parte dentro da igreja.
No 2º estado podemos encontrar a nobreza dividida em três grupos:
Nobreza cortesã, ou seja, os nobres que viviam no palácio e que recebiam pensões do monarca: viviam no Palácio de Versalhes.
Nobreza provincial, ou seja, viviam no campo à custa dos rendimentos feudais.
Nobreza de toga, ou seja, formada por burgueses que compravam títulos nobiliárquicos e cargos políticos de prestígio.
No 3º estado, formada pela grande maioria da sociedade, o terceiro estado contava com cerca de 93% da população e que reunia diversas classes sociais sendo dividida em grande burguesia: formada por banqueiros, empresários e poderosos comerciantes, pequena burguesia: formada por profissionais liberais (médics, advogados e professores) e médios comerciantes. Sans - culotte - formada por artesãos, aprendizes de trabalhos assalariados e marginalizados além dos camponeses.
A Revolução Francesa ocorre num momento onde a necessidade de transição do regime econômico se fazia vigente, ou seja, acontece no período de transição do Sistema Feudal para o Capitalismo. O sistema econômico francês se baseava quase que em sua totalidade sobre a agricultura que apesar de maciça não conseguia suprir a necessidade do abastecimento para a sociedade, somado a isso podemos citar também a grave crise da induústria francesa que por conta do tratado firmado entre franceses e ingleses que estipulava que os ingleses exportariam tecido para a França e os franceses exportariam vinho para a Inglaterra, enfraquecendo o mercado interno francês sobre os tecidos fabricados na França devido a entrada dos tecidos ingleses. Além de tudo isso a França passava por uma crise econômica advinda da má administração financeira onde os gastos do Estado eram maiores que a receita do tesouro público.
Com tudo o que foi descrito acima surgira a necessidade de uma mudança drástica no sistema governamental francês. Eis que iniciasse de fato a Revolução Francesa.
Ao longo do processo revolucionário francês podemos identificar segundo alguns historiadores algumas divisões periódicas para o melhor entendimento:
Revolta Aristocrática;
Assembléia Nacional Constituinte;
Monarquia Constitucional;
República e Convenção Nacional;
Governo Diretório.
Cada um desses períodos conta com uma série de mudanças governamentais, em Revolta Aristocrática podemos destacar a mudança pretendida sobre o regime de votos onde os primeiro e segundo estados teriam maior privilégio eleitoral que o terceiro estado.
Em Assembléia Nacional Constituinte surgem os princípios descritos nas cores da bandeira francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Em Monarquia Constitucional identificamos a supressão dos poderes do monarca.
Em República e Convenção Nacional surgia a necessidade da elaboração de uma nova Constituição para a França.
Governo Diretório é o momento onde Napoleão Bonaparte surge como um grande líder firmando-se no poder da França, consolidando as conquistas da burguesia e abrindo caminho para o desenvolvimento capitalista francês, encerrando o ciclo revolucionário.
Fonte: Cotrim, Gilberto - História para o ensino médio - Brasil e Geral - volume único - 1. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.
Bons estudos!
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